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Pesquisa: Quem é o culpado?
Quem é o maior culpado pelo grande número de acidentes de trânsito no Brasil ?
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Gastos com acidentes de trânsito chegam a 22 bilhões

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     Pesquisa do Ipea calcula custos gerados pelos acidentes nas estradas e chega ao astronômico valor de 22 bilhões de reais por ano, ou cerca de 1,2% do Produto Interno Bruto. Levantamento considerou desde os danos materiais até os gastos com atendimento e os prejuízos por interrupção do trabalho

     Eles estão presentes em toda parte, mas é difícil ter noção do tamanho do problema que eles representam. De certa forma, todo brasileiro arca com as conseqüências dos acidentes de trânsito.Claro que as vítimas e seus familiares passam por um sofrimento enorme, mas cada cidadão desembolsa um pouco a cada ano para pagar as contas dos acidentes de trânsito.O número, fruto de um trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), surpreendeu até especialistas do setor. O custo, para a sociedade, dos acidentes de trânsito,somente nas rodovias brasileiras, é de 22 bilhões de reais por ano, o equivalente a 1,2 % do Produto Interno Bruto (PIB) do país e mais do que o total do orçamento do Ministério da Saúde.

"Com todo o pessimismo imaginávamos um número na casa dos 10 bilhões de reais,mas esses valores são realmente chocantes", admite Alfredo Peres da Silva, diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran),órgão vinculado ao Ministério das Cidades.A base de informações altamente confiáveis do Banco de Dados de Acidentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o rigor metodológico característico dos trabalhos do Ipea não deixam dúvida quanto ao teor dos resultados: o poço é bem mais fundo do que se supunha.O trabalho foi encomendado pelo Denatran ao Ipea e executado com o suporte gerencial da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e o auxílio técnico da Tecnométrica Ltda.A equipe de quase vinte especialistas constatou que as rodovias nacionais contabilizam, em média, trezentos acidentes por dia, o que corresponde a um acidente a cada quatro minutos e meio. Entre esses, acontece um atropelamento a cada duas horas, resultando na morte de mais de 1.000 pedestres por ano.Os motoqueiros também fazem parte do grupo mais vulnerável nas rodovias;o número de mortes a cada ano é próximo de 1.000.

      Para chegar às cifras, vale citar o que os pesquisadores levaram em conta.O grupo dividiu a soma em quatro grandes componentes de custo: os associados às pessoas, aos veículos, às vias públicas e às instituições. Os primeiros dizem respeito aos valores de remoção da vítima do local do acidente, aos cuidados com a saúde e aos gastos previdenciários.Também foi calculado o custo com a perda de produção, resultante da interrupção temporária ou permanente das atividades profissionais das vítimas. O segundo grupo contabiliza as despesas com danos materiais dos veículos, a perda de carga e a remoção dos automóveis do local do acidente. Já o terceiro componente está ligado à reposição e à recuperação do mobiliário público danificado ou destruído por causa dos acidentes. O último trata do tempo gasto pelos policiais para atendimento no local do acidente e no deslocamento até o hospital ou a delegacia.

Questionários
       Ao longo de um ano e meio de trabalho,médicos, policiais, vítimas e seus familiares, entre muitos outros espalhados por todo o país,preencheram onze diferentes questionários."É um método inovador e abrangente", resume a coordenadora adjunta do trabalho,a pesquisadora Patrícia Alessandra Morita, do Ipea. Ainda assim, alguns ingredientes ficaram fora da receita.Os danos ambientais com o derramamento de carga tóxica em rios e lagos e o estresse pós-traumático causado tanto pela morte de entes queridos como pelo envolvimento direto no acidente. Embora sejam de valor indiscutível, esses tópicos não foram contabilizados.

Fonte: Revista Desafios - P o r M a n o e l S c h l i n d w e i n , d e S ã o P a u l o

                                                       

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